A satisfação do cliente depende, além da qualidade do atendimento e dos produtos adquiridos, do correto dimensionamento da máquina.

LEMBRE-SE: NÓS NÃO VENDEMOS APENAS EQUIPAMENTOS, MAS SIM SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS DE LIMPEZA DO CLIENTE, REDUÇÃO DE RECURSOS E CUSTOS DE MÃO DE OBRA!

 

Levantamento de dados

 1. Durante o primeiro contato:

  1. Área total a ser limpa;
  2. Área útil a ser realmente limpa;
  3. Tipo e volume de sujidade;
  4. Tipo de piso e eventuais tratamentos do piso;
  5. Intensidade e tipo de tráfego;
  6. Tempo disponível para limpeza;
  7. Frequência de limpeza desejada.

Área a ser limpa

Este é um dos dados mais importantes para realização do orçamento ao cliente, já que a área a ser limpa (em m²) definirá o tamanho e, em algumas vezes, a quantidade dos equipamentos a serem orçados.

IMPORTANTE: A ÁREA TOTAL DA EDIFICAÇÃO NEM SEMPRE É A ÁREA A SER EFETIVAMENTE LIMPA!

ÁREA A SER LIMPA: INDUSTRIAL: 1/3 DA ÁREA TOTAL (aproximadamente)

LOGÍSTICA E VAREJO: 1/2 DA ÁREA TOTAL (aproximadamente)

2. Durante visita nas instalações do cliente:

  1. Pontos críticos com produção de resíduos;
  2. Localização de pontos de abastecimento e descarte;
  3. Localização de tomadas e restrições;
  4. Corredores (LARGURA), obstáculos, rampas, soleiras, etc;
  5. Padrão atual de limpeza e nível desejado pelo cliente;
  6. Capital disponível para aquisição do equipamento;
  7. Encontrar e negociar com as pessoas que decidem.

 

Exemplo:

Sujidade e condições gerais do piso

Para o dimensionamento do equipamento, bem como de seus acessórios e do produto químico a ser utilizado, é necessário verificar qual o tipo de sujidade (óleo, graxa, borracha, cabelos, gordura, marcas de pneu etc.), se o piso não foi previamente tratado (tintas, impermeabilizantes e afins que não devem ser removidos durante a limpeza), eventuais restrições quanto ao uso de produtos químicos específicos (por exemplo, na indústria alimentícia) e áreas de risco (perigo de incêndio, explosão etc.).

Os equipamentos da Linha Piso nunca devem ser operados sobre superfícies que liberem ou contenham materiais explosivos e/ou danosos à saúde!

IMPORTANTE: EVITE PISOS IRREGULARES E MUITO ÁSPEROS!

Condições gerais da área a ser limpa

É importante que se verifique a localização de pontos de captação de água limpa, pontos de descarte de água suja e de lixo. A não disponibilidade ou difícil acesso a estes pontos pode influenciar em muito o rendimento do serviço de limpeza, reduzindo a velocidade da operação.

Convém verificar antecipadamente todas as áreas nas quais o equipamento será utilizado, para evitar surpresas durante a operação, como a presença de obstáculos, rampas, soleiras, transporte da máquina de uma unidade a outra, falta de tomada, etc.

Cálculo do rendimento de operação

O cálculo do rendimento de limpeza é muito simples. As fórmulas e considerações listadas a seguir, valem para todo e qualquer equipamento de limpeza, sem exceção, podendo variar apenas de acordo com as condições de operação.

Para aplicar este cálculo a qualquer tipo de lavadora automática de pisos, é preciso conhecer a largura de trabalho (das escovas) do equipamento e fazer algumas considerações:

Rendimento Teórico, Nominal ou Indicado (RT)

O rendimento teórico é aquele indicado no catálogo do produto. Com a fórmula a seguir, é possível calcular o rendimento teórico de qualquer lavadora e, inclusive, detectar possíveis informações falsas de concorrentes.

RT = largura de trabalho (em metros) x 3600 [m²/h]

Ou

RT= largura de trabalho (em milímetros) x 3,5 (ou velocidade máx. em km/h) [m²/h]

 

Obs.: esta fórmula vale para máquinas sem tração própria, operadas a uma velocidade de 1 metro por segundo ou 3,6 km/h.

Exemplo:

Lavadora Automática de Pisos (sem tração própria)

Largura de Trabalho: 500 mm (0,5 metros)

RT = 0,5 x 3600 = 1800 m²/h.

Obs.: nos casos de lavadoras de piso tracionadas, basta substituir a velocidade de 3,6km/h (1m/s) pela velocidade máxima de tração do equipamento.

Rendimento Real (RR)

O rendimento real é aquele realmente obtido em condições normais de operação. Ele nada mais é do que o valor do teórico corrigido por fatores normais do dia-a-dia de operação, tais como:

a) Fator de Sobreposição (FS):

Durante a operação, é normal e indicado que o trabalho seja feito sobre pistas imaginárias, indo e voltando sobre o piso a ser limpo. O chamado fator de sobreposição (FS) normalmente é de 10%, dependendo do operador.

Para corrigir o valor do Rendimento Teórico, basta então subtrair 10% do valor.

Exemplo:

Lavadora Automática de Pisos (sem tração própria)

Largura de Trabalho: 500 mm (0,5 metros)

RT = 0,5 x 3600 = 1800 m²/h

RRFS = 1800 m²/h – 10% = 1620 m²/h

b) Fator de Mudança de Sentido (FMS):

Toda vez que o operador muda de sentido para voltar por uma nova pista, a circunferência do giro da máquina forma uma área que estará sendo limpa mais de uma vez, além de o operador ter que diminuir a velocidade para realizar estas e outras curvas. O fator de mudança de sentido (FMS) pode variar de 10 a 20%, dependendo do operador e da configuração da área a ser limpa.

Para corrigir o valor do Rendimento Teórico, basta então subtrair 20% do valor.

Exemplo:

Lavadora Automática de Pisos (sem tração própria)

Largura de Trabalho: 500 mm (0,5 metros)

RT = 0,5 x 3600 = 1800 m²/h

RRFS = 1800 m²/h – 10% = 1620 m²/h

RRFMS = 1620 m²/h – 20% = 1296 m²/h

c) Fator de Troca de Água (FTA):

O fator de troca de água é aquele que considera as paradas para esvaziar o tanque de água suja e reabastecer o tanque de água limpa com água e produto químico, sendo o maior de todos os fatores de operação. Ele será menor ou maior dependendo da facilidade da reposição, ou seja, pontos de reabastecimento e de descarte de fácil acesso diminuem em muito o FTA. O fator de troca de água normalmente poderá ser considerado em uma média de 25%, dependendo das condições de operação e disponibilidade de pontos de reabastecimento.

Para corrigir o valor do Rendimento Teórico, basta então subtrair 25% do valor.

Exemplo:

Lavadora Automática de Pisos (sem tração própria)

Largura de Trabalho: 500 mm (0,5 metros)

RT = 0,5 x 3600 = 1800 m²/h

RRFS = 1800 m²/h – 10% = 1620 m²/h

RRFMS = 1620 m²/h – 20% = 1296 m²/h

RRFTA = 1296 m²/h – 25% = 972 m²/h

d) Fator de Manobra do Cabo (FMC)

Para Lavadoras de Pisos alimentadas via Cabo Elétrico devemos ainda considerar mais um fator, que é o Fator de Manobra do Cabo (FMC).

O Fator de Manobra do Cabo é aquele que considera as paradas para manobrar o cabo sobre o equipamento ou sobre o corpo do operador e para a troca entre pontos de energia.

Ele será menor ou maior dependendo da habilidade do operador com o Cabo Elétrico, ou da disposição da área aonde for utilizado o equipamento e da quantidade de pontos de energia disponíveis no local. O fator de Manobra do Cabo normalmente poderá ser considerado em uma média de 10%, dependendo das condições de operação e disponibilidade de pontos de energia.

Para corrigir o valor do Rendimento Teórico, basta então subtrair 10% do valor.

Exemplo:

Lavadora Automática de Pisos (sem tração própria)

Largura de Trabalho: 430 mm (0,43 metros)

RT = 0,43 x 3600 = 1548 m²/h

RRFS = 1548 m²/h – 10%= 1393 m²/h

RRFMS = 1393 m²/h – 20% = 1114 m²/h

RRFTA = 1114 m²/h – 25% = 836 m²/h

RRFMC = 836 m²/h – 10% = 752 m²/h

Resumindo todos os cálculos e considerações feitas até aqui, chegamos a uma fórmula muito útil para o cálculo do rendimento real (RR) para Lavadoras de Pisos alimentadas por Cabo Elétrico, corrigindo-se o rendimento teórico pelos fatores de sobreposição (FS), de mudança de sentido (FMS), de troca de água (FTA) e de manobra do cabo (FMC):

RR = RT – FS – FMS – FTA – FMC ou aproximadamente – 55%

Já para Lavadoras de Pisos a Bateria temos: 

RR = RT – FS – FMS – FTA ou aproximadamente – 50%

Dimensionamentos Finais

Além dos dados e considerações vistos até aqui, resta ainda saber qual o tempo disponível para os serviços de limpeza e com qual frequência estes serviços deverão ser executados.

As soluções de limpeza requerem em muitos casos o dimensionamento de mais de um equipamento do mesmo modelo e até de modelos diferentes. Quando isto ocorrer, será necessário verificar se o orçamento disponibilizado pelo cliente será suficiente para adquirir os produtos recomendados.

MAIS IMPORTANTE DO QUE VENDER O EQUIPAMENTO É VENDER A SOLUÇÃO CORRETA PARA O PROBLEMA DE LIMPEZA DO CLIENTE!

ALÉM DA OPORTUNIDADE DE SOLUCIONAR O PROBLEMA DE LIMPEZA, DEVEMOS SEMPRE EVIDENCIAR AO CLIENTE ECONOMIA DE TEMPO, MÃO DE OBRA E RECURSOS NATURAIS QUE SERÁ GERADA PELO EQUIPAMENTO.